
"Sabe aquela frase que costumamos escutar muito no fim e início de um ano...
Então, é tempo de pensar.
É tempo de recomeçar."
Wictor Breen
Amargo doce que eu sorvo
O MAPA
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
(Mario Quintana)
PS: amo minha cidade... WiiEspelho D'água
Gosto de ti, se me procuras à noite
Quando estou só, não ouço a voz, não vejo as cores
Posso sentir, sua presença em minha alma,
Se vens até mim, e a vejo num espelho d'água
Não posso tocá-la, por que está além dos olhos meus
Na madrugada somos três... a tristeza, a solidão e eu...
Se estás aqui, e adormeço em teus acalantos,
Não temo o Sol, não temo a luz nem seus quebrantos
Se tu me acolhes, já me inundo de desejos
Óh! Fada nua... Óh! Luz sombria do meu espelho
Quem dera... Se fosses a rosa branca dos meus vícios
A fumaça nos pulmões... o escudo, a espada e o espírito...
Eu vejo vozes e ouço vultos,
Eu fumo um cigarro e corto meus pulsos
Um corpo caído, um sonho do avesso
Duas taças de vinho, sangue e cianeto
Já não luto contra o luto, não amputo meus impulsos
Desmaio ao devaneio no meu leito moribundo
Noturno... soturno, na dor e na saudade
Nas flores do sepulcro até que a vida nos separe
A lágrima no rosto é mágoa
A lágrima no chão é um espelho d’água...
(Rodrigo Q.)
tento abrir caminho,